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A visão dos telescópios Keck II ficarão ainda melhores.

O par de telescópios Keck de 10 metros estão localizados no topo da Montanha Mauna Kea.
Os sistemas de óptica adaptativa (AO) permitem aos astrônomos estender os limites das possibilidades de visualização daqui da Terra. Esses sistemas avançados auxiliam muitos dos principais telescópios terrestres, incluindo os telescópios de 10 metros no W.M. Observatório Keck, que estão sobre a montanha Mauna Kea, no Havaí. E graças a um prêmio recente da National Science Foundation, a capacidade de AO dos telescópios Keck estão prestes a melhorar ainda mais, aumentando nossa capacidade de ver detalhes mais nítidos no universo que nos rodeia.

O prêmio proporcionará fundos para atualizar o sistema AO no telescópio Keck II, o segundo dos dois telescópios construídos no observatório. Keck II começou a operar em outubro de 1996, pouco mais de três anos depois do Keck ter visto a "primeira luz". Três anos depois, em 1999, o Keck II tornou-se o primeiro grande telescópio do mundo a implementar um sistema AO; Em 2004, o observatório foi o primeiro a usar um sistema de estrela guia gerado a laser para um grande telescópio. Agora, o Keck II terá um controlador em tempo real mais preciso para o seu sistema AO, bem como uma câmera melhor para acelerar sua capacidade de compensar as mudanças atmosféricas e prover as imagens mais claras possíveis.


Um sistema de guia à laser excita os átomos na atmosfera superior para criar uma fonte ideal que permite que o sistema AO do telescópio rastreie pequenas mudanças na atmosfera, repassando essa informação para o sistema de correção do espelho.

A atmosfera da Terra é excelente para a vida, mas terrível para visualizar o universo. Pequenas flutuações na temperatura, densidade do ar e etc causam turbulência em intervalos de tempo de apenas uma fração de segundo. Esta turbulência bagunça a luz das estrelas, tornando-a menos nítida. 

Os sistemas AO são projetados para rastrear a turbulência na atmosfera em tempo real, para depois mover e flexibilizar o espelho do telescópio minuciosamente a fim de deixa-lo apto a receber a luz distorcida e "endireitá-la", produzindo imagens comparáveis ​​às alcançáveis ​​com telescópios espaciais - mas aqui em terra. Para fazer isso, os pistões que ficam na parte de trás do espelho mudam sua forma aproximadamente 2.000 vezes por segundo.

Aumentando a velocidade com que o sistema AO do Keck II pode ler a turbulência na atmosfera e traduzi-la em deformações corretivas do espelho, melhorará a capacidade do telescópio de produzir imagens nítidas de objetos cada vez mais distantes, aumentando seu alcance astronômico. Esse alcance se estenderá a projetos como a busca e caracterização de planetas em torno de estrelas de pouca massa, testes de relatividade geral e física de buracos negros e restrições de parâmetros cosmológicos como matéria escura, energia escura e taxa de expansão do universo.


A estrela binária HIC 59206 vista sem a óptica adaptativa (esquerda) e à direita, com AO.
Além de melhorar as habilidades do telescópio, a atualização em si incluirá posições para um pesquisador pós-doutorado e um estudante universitário do Programa de Estágio Akamai no Havaí. Ao envolver os estudantes atuais neste projeto futurístico, o observatório espera destacar o setor de tecnologia havaiano como um contribuinte significativo para a comunidade astronômica.

A atualização deve terminar em 2020, permitindo que o Keck II tenha um vislumbre ainda mais claro do céu e sirva de referência para melhorias ainda maiores, já que os sistemas AO continuam a evoluir.



Diogo Furlan 
Instagram/Facebook: @difurlan1

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