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Telescópio Espacial Spitzer



Concepção artística do Telescópio Espacial Spitzer.
"Nosso conhecimento das estrelas e da matéria interestelar deve se basear principalmente na radiação eletromagnética que nos atinge. A natureza nos forneceu um universo em que a energia radiante de quase todos os comprimentos de onda viaja em linhas retas sobre enormes distâncias com absorção geralmente desprezível. " 
                      Lyman Spitzer Jr (1914 - 1997), em Flying Telescopes, Vol. 17, N. 5, 191. (Maio de 1961).


 Juntamente com o Hubble, o Compton e o Chandra, o Spitzer integra a família dos principais telescópios espaciais que operam em um tipo de luz diferente. Seu papel é detectar radiação infravermelha, que é a principal radiação de calor. 



Objetivos


O Spitzer é um telescópio de pesquisa em infravermelho que tem como objetivo estudar 



  1. estrelas;
  2. galáxias;
  3. discos planetários.




Valores



A princípio, o Spitzer havia sido orçado em 2.2 bilhões de dólares. No entanto, para o projeto ser viável, cortes foram realizados e o valor acima mencionado caiu para 720 milhões. 


Construção 


O telescópio é composto de duas partes principais:



  1.  Compartimento Criogênico do Telescópio, que compreende um telescópio de 0.85 metros, espectrógrafo em infravermelho (IRS),  Fotômetro de Imagem de Multibanda (MIPS), a câmera de infravermelho (IRAC), o Criostat e a capa interna.

    1.1 Telescópio com um espelho primário de 0.85 metros

    1.2 IRS é uma câmera de alta e baixa resolução em infravermelho para comprimentos de onda de tamanho médio.

    1.3 MIPS produz imageamento e fotometria em 3 bandas distintas: 24, 70 e 160 microns, como também espectroscopia em baixa resolução: entre 55 e 95 microns.

    1.4 IRAC é uma câmera fotográfica apta a captar imagens em infravermelho através de 4 canais, com comprimentos de onda de 3.6, 4.5, 5.8 e 8 micrômetros.

    1.5 Criostat é o sistema de refrigeração que permite a eficiência dos três instrumentos citados acima. Refrigerados com hélio líquido à uma temperatura muito próxima do zero absoluto, esses equipamento são sensíveis aos sinais de  infravermelho mais fracos provenientes do cosmos.
  2. A Espaçonave, que controla o telescópio, provê energia para os instrumentos e manipula os dados científicos e se comunica com a Terra. Essa é a parte que não é refrigerada e compreende o painel solar, a carcaça e todos os componentes que fornecem as funções de engenharia do observatório.  Estes componentes incluem: os painéis solares, a unidade de comando e de tratamento de dados, o subsistema de controle de reação, o subsistema de telecomunicações, o subsistema de produção e distribuição de energia, o subsistema de controle de mira e o software de voo.





Lançamento 


O Spitzer foi lançado do Cabo Canaveral no dia 25 de Agosto de 2003 através do foguete Delta II (7920H modelo ELV).





Manutenção e Upgrades


O Telescópio Espacial Spitzer não receberá upgrades, nem missões de manutenção. Quando seus tanques de resfriamento esvaziaram, a missão entrou em sua segunda etapa.



Previsão para término do serviço


O Spitzer foi, originalmente, construído para operar por, no mínimo, 2.5 anos, mas durou 5.5 anos em sua “fase fria”. Em 15 de Maio de 2009, o líquido que refrigerava o telescópio finalmente se esgotou e a “fase quente” do Spitzer começou. Operando em 2 canais, um deles sendo do instrumento chamado IRAC, Spitzer poderá continuar a operar até o final dessa década. 




Fonte: NASA
[Edição: Diogo Furlan - @difurlan1]

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