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Telescópio Espacial Kepler



"... as maneiras pelas quais os homens chegam ao conhecimento das coisas celestes não são menos maravilhosas do que a própria natureza dessas coisas." - Johannes Kepler (1571-1630)



O Telescópio Espacial Kepler leva o nome do afamado matemático e astrônomo Johannes Kepler, que revolucionou as leis de movimento planetário.


Objetivos


A Missão Kepler foi especificamente desenvolvida para examinar uma parte da região da Via Láctea, afim de descobrir dezenas de planetas com tamanhos similares ao da Terra, especialmente aqueles dentro da chamada zona habitável, onde é possível haver água líquida na superfície desses planetas.


Com seu trabalho, ele está preparando o terreno para futuras missões (Space Interferometry Mission (SIM) e a missão Terrestrial Planet Finder (TPF)), que detectarão diretamente e estabelecerão as características desses planetas em órbita de estrelas próximas.


Também, ele deve determinar a distribuição referente a tamanhos e formados das órbitas desses planetas, estimar quantos planetas existem em sistemas com mais de uma estrela, determinar a variação dos tamanhos das órbitas e reflexividade dos planetas, tamanho, massa e densidade de planetas gigantes em órbitas estreitas. Ainda deve identificar objetos adicionais dentro dos sistemas planetários utilizando outras técnicas e determinar as propriedades das estrelas que abrigam esses sistemas planetários.



Valores



Seu custo inicial foi estimado em 600 milhões de dólares.


Construção 


O início do desenvolvimento deu-se em 2002.


O Telescópio de 1 tonelada tem um espelho primário de 1.44 metros, um fotômetro de 0.95 metros de diâmetro e um conjunto de sensores CCD capaz de atingir uma resolução de 94.6 megapixels. Os sensores são resfriados por radiadores externos. Seu sistema consegue armazenar uma quantidade de dados de até 60 dias de pesquisas.





Há dois tipos de links para se comunicar com Kepler.


 - Através da banda X, ele é acessado 2 vezes na semana para envio de comandos, verificação dos status dos instrumentos. O upload pode ir de 7.8125 bps até 2 kbps, enquanto que o download varia de 10 bps até 16 kbps (Kilobits por segundo).


 - Através da Banda Ka para realizar o download dos dados científicos. O download pode alcançar 4.33 Mbps (megabits por segundo).



Lançamento 


A ideia inicial era colocá-lo em algum ponto LaGrange, mas devido aos custos de propulsão, optaram por lançá-lo à bordo do foguete Delta II,  no 7 de Março de 2009 em uma órbita heliocêntrica (de perseguição à órbita solar da Terra) de 372.5 dias.



Manutenção e Upgrades


O Telescópio Espacial Kepler não receberá upgrades, nem missões de manutenção. Assim que seus tanques de resfriamento esvaziarem, o telescópio começará a esquentar, terminando, assim, uma das missões de maior sucesso em busca de planetas extrassolares que a NASA já empreendeu.


Porém, o Telescópio Espacial Kepler já passou por pequenos e grandes problemas e que, apesar das avarias, algumas incorrigíveis. Dois dos quatro giroscópios que alinham o telescópio em seu foco não funcionam mais. Devido a esse problema, a missão teve que ser reconsiderada. Agora o Kepler atua em um campo de visão bem menor. Mesmo assim, ele ainda continua a nos surpreender.



Previsão para término do serviço


O tempo de vida da missão é de 3.5 anos, com a possibilidade de extensão máxima de 6 anos.  Ou seja, ele poderá ser operado por até 9.5 anos, data que será alcançada em 2018.



Legado 


Em Janeiro de 2011 o telescópio registrou o primeiro planeta extrassolar rochoso, nomeado como Kepler-10b. Até agora, temos 4.706 objetos candidatos a planetas e 2330 planetas confirmados.


Para verificar a lista de exoplanetas descobertos por esse gigante da engenharia, acesse: https://kepler.nasa.gov/Mission/discoveries/




Fonte: NASA
[Tradução: Diogo Furlan - @difurlan1]

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