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Observatório Espacial Herschel



"Você não pode esperar para ver pela primeira vez. Observar é, de certa forma, uma arte que deve ser aprendida."

   William Herschel (1738 - 1822)

O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia - ESA (oficialmente chamado de Far Infrared e Sub-millimetre Telescope ou FIRST) tem o maior espelho único já construído para um telescópio espacial. Ainda, o Herschel é o único observatório espacial a cobrir o espectro do infravermelho longo até o submilimétrico. São aproximadamente 7.5 metros de comprimento, 4 de largura e 3.4 toneladas.



Objetivos


Os objetivos primordiais do observatório Herschel são:

  • Estudar a formação de galáxias no início do Universo e suas subsequentes evoluções.
  • Investigar a criação de estrelas e suas interações com o meio interestelar.
  • Observar a composição química das atmosferas e superfícies de cometas, planetas e satélites em nosso Sistema Solar.
  • Examinar a química molecular do Universo




Instrumentos


O Telescópio Herschel é do tipo Casegrain, com um espelho primário de 3,5 metros de diâmetro. O espelho coletou comprimentos de ondas longos dos mais distantes e frios objetos do Universo.





Os 3 instrumentos científicos instalados nele são:






  • HIFI (Heterodyne Instrument for the Far Infrared), é um espectrômetro heteródino de altíssima resolução. Isso significa que ele possui um espectrômetro de alta resolução que combina a leitura de ondas com freqüência de 480 a 1250 e de 1410 a 1910 GHz (correspondente ao comprimento de onda de 157 a 625 micrômetros).
  • PACS (Photodetector Array Camera and Spectrometer) - um fotômetro de imagem e um espectrômetro gradeado de resolução média. Isso significa que ele possui uma câmera de média resolução e um espectrômetro capaz de enxergar os comprimentos de onda de 60 a 210 micrômetros.
  • SPIRE (Spectral and Photometric Imaging Receiver) - um fotômetro de imagem e um espectrômetro de imagem de transformação de Fourier. Isso significa que ele possui uma câmera e um espectrômetro sensível a comprimentos de onda de 200 a 670 micrômetros.
Por terem que realizar medições em ondas de infravermelho e sub-milimétricas, partes dos instrumentos tem que estar refrigeradas próximas ao zero absoluto. Isso é feito por tanques contendo 2 mil litros de hélio líquido. Partes individuais dos instrumentos também são equipadas com refrigeradores adicionais, deixando a temperatura abaixo de -270.15 °C, como é o caso dos instrumentos PACS e SPIRE.



Valores


O valor total do empreendimento, incluindo o observatório em si, lançamento e despesas com a missão giram na incrível cifra de 1.1 bilhão de euros.



Lançamento


O telescópio foi posto em órbita através do foguete Ariane 5, em 14 de Maio de 2009. Após 60 dias do lançamento ele alcançou seu local de observação: Lagrange L2, que fica a uma distância média de 800 mil de km da Terra, entre o sistema Terra/Sol.


Uma curiosidade sobre o evento é que ele foi lançado juntamente com o Observatório Plank, que foi uma missão para estudar a radiação cósmica de fundo. As duas espaçonaves foram separadas logo após o lançamento e operaram independentemente.



Manutenção e upgrades


Além de nada ter sido planejado para tal, também existe a barreira da distância considerável em que ele se encontra. Manutenções e upgrades foram descartados.



Previsão de término de serviço


O Herschel teve um tempo de vida estimado de 3 anos, porém estendida por mais um. Em torno de 23.400 horas de observações puderam ser realizadas.


Legado


Ele era capaz de ver partes do universo que nenhum outro telescópio poderia ver. Foram mais de 35.000 observações científicas em mais de 23.000 horas de uso. Entre elas, estão imagens incríveis de partes do espaço profundo.


"As observações do Herschel superaram as expectativas, permitindo aos cientistas saber mais sobre como estrelas se formam, sobre as taxas de formação de estrelas em galáxias de todo o cosmos, e sobre a origem e a presença de água em diferentes corpos celestes.

A missão científica vai continuar por vários anos, com muitas descobertas ainda a serem feitas nas imagens e espectros coletados pelo observatório." - ESO



Fonte: ESA
[Edição: Diogo Furlan - @difurlan1] 

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