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A estrela Antares


A estrela super gigante vermelha, Antares, brilha 10 mil vezes mais do que nosso Sol, a uma distância de 550 anos-luz daqui, na Constelação do Escorpião. Ela é a 16° estrela mais brilhante no céu noturno e no Hemisfério Sul ela fica mais visível no meio do ano, em especial no final de Maio, quando está em oposição com o Sol. 


Na bandeira brasileira, a estrela representa o estado do Piauí. Na imagem, ela está circulada em laranja.

Algumas informações técnicas sobre Antares A: 

Constelação: Escorpião
Tipo Espectral: Super gigante Vermelha (M1 lb)
Magnitude: Varia entre 0.9 – 1.8
Temperatura Superficial: 3.500K (3.226 °C)
Massa: 15 – 18 massas solares
Raio: 1,17 bilhões de km (1.176.000.000 km)
Luminosidade: 10 mil sóis
Também conhecida como: Alpha Scorpii, HR6134 e “O Coração do Escorpião.”


Coordenadas: RA 16h 29m 24s | Dec: 26°25’55”

Propriedades Físicas

Antares é um sistema estelar binário onde há uma super gigante vermelha, Antares A, acompanhada de uma estrela azul-esverdeada muito menor, Antares B. Elas estão separadas por uma distância de 574 U.A. (86.100.000.000 km, ou 86,1 bilhões de km) e não podem serem vistas sem a ajuda de um telescópio. 

Antares A tem 883 vezes o diâmetro do Sol. Se ela estivesse no centro de nosso Sistema Solar, seu raio se estenderia além de Marte. 



Antares B tem apenas 0,37% da luminosidade de sua companheira e mesmo assim é 170 vezes mais brilhante que nosso Sol. Antares B pode ser observada por um telescópio pequeno por poucos segundos durante ocultações lunares enquanto Antares A estiver escondida pela Lua. Ela co-orbita Antares A em um período de 878 anos. Sua classificação espectral é B2.5. 


História

O nome “Antares” deriva do Grego, significando “o rival de Marte”. Anteriormente aos Gregos, ela era conhecida pelos Persas como “Satevis” e associada com Serket (ou Selkit), a Deusa Escorpião. Na Arábia antiga, era conhecida como Kalb al Akrab, o que significa “o Coração do Escorpião”. Talvez essa tenha sido a primeira vez que Antares tenha sido referenciado como também é conhecido hoje (Coração do Escorpião). 



Em algumas tradições cristãs primitivas, a estrela foi conhecida como uma das “Estrelas do Arcanjo” e representava Oriel, o “Guardião do Oeste”. Os outros 3 arcanjos eram Fomalhaut (Gabriel), que era o “Guardião do Sul”, Regulus (Rafael) era o “Guardião do Norte” e Aldebaran (Miguel), o “Guardião do Leste”.


Mitologia

A mitologia relacionada a Antares liga a estrela à Constelação do Escorpião e diz neste conto como Gaia, a Deusa da Terra, enviou um escorpião gigante para picar Orion - O Caçador – como forma de punição por ter afirmado que seria capaz de matar todas as criaturas da Terra. O Escorpião lutou e matou Orion. Gaia, então, colocou ambos no céu como um lembrete às pessoas, afim de conterem seu orgulho excessivo. Gaia colocou as duas constelações em lados opostos no céu: enquanto Orion caça no céu do inverno, ele foge quando o Escorpião se eleva no verão (do hemisfério Norte).

Já na Polinésia, a constelação nada tem a ver com o inseto venenoso. Lá, a constelação é vista como um anzol gigante que o semideus Maui utilizou para puxar a terra do mar e formar as ilhas havaianas. 


Fonte principal: Astronomy trek
[Tradução e adapt: Diogo Furlan - no Facebook/Instagram como: @difurlan1]


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