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PLATO - o observatório espacial que procurará por exoplanetas e vida alienígena


O Comitê da Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou a continuidade da missão PLATO - Planetary Transits and Oscillations of stars, assim, passando para a fase de construção. Eles pretendem lançar esse observatório em 2026 e seu objetivo será de "descobrir e caracterizar planetas e super-Terras com tamanhos similares ao da Terra orbitando estrelas parecidas com o nosso Sol e em suas zonas habitáveis"  - como também, "eventualmente, levar a detecção de vida extraterrestre," de acordo com um comunicado da Universidade de Warwick. 

O observatório terá 26 telescópios a bordo e será lançado a uma distância de 1.5 milhões de km no espaço profundo, onde, de acordo com o sumário da missão, terá "uma precisão muito grande, como também terá uma vida útil de vários anos e realizará monitoramento fotométrico ininterrupto no espectro visível com ênfase em estrelas brilhantes (mV 11). "Isso fornecerá dados sem precedentes a respeito de planetas distantes." 


O projeto será monitorado pela Universidade de Warwick, Inglaterra.  Segundo a universidade, a resolução do PLATO não será alta o suficiente para indicar de forma conclusiva quando ele estará detectando um exoplaneta. Assim, os pesquisadores precisarão verificar as leituras para ter certeza de que não se trata de ruído ou uma anomalia espacial diferente, antes que mais recursos estejam empenhados em investigar o referido objeto.

O PLATO será uma de duas missões que procurarão planetas habitáveis ​​em nossa galáxia - a outra é a missão Kepler, que já detectou 4.034 planetas, dos quais 2.335 foram verificados como exoplanetas. Dos cerca de 50 candidatos que são do tamanho da Terra e que orbitam em zonas habitáveis, mais de 30 foram verificados como capazes de suportar a vida.

O Hubble também vem detectando mundos hospitaleiros, porém essa não era sua função primária - em vez disso, seu objetivo, como afirmado no site da NASA, é "observar os objetos e fenômenos astronômicos de forma mais consistente e com melhor precisão de detalhes do que geralmente se consegue com telescópios terrestres", o que podem incluir nebulosas, galáxias e buracos negros.

A principal agência encarregada de outra forma de exploração cósmica - a busca da vida extraterrestre - é o Search for Extraterrestrial Intelligence Institute (SETI). O SETI não tem satélites ou observatórios espaciais e está tentando se comunicar com vida extraterrestre criando enormes transmissores de rádio e receptores, que incluem o SERENDIP do Sul e o Allen Telescope Array. Com todos esses olhos voltados para o céu, pode ser que daqui alguns anos a humanidade descubra vida alienígena. Ou não. 

Fonte: Futurism

[Tradução: Diogo Furlan - no Facebook/Instagram como: @difurlan1]



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