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Evidência aponta para Júpiter como o planeta mais antigo no Sistema Solar

Júpiter não é apenas o maior planeta em nosso Sistema Solar, mas também é o mais antigo, de acordo com novas pesquisas do Lawrence Livermore National Laboratory. Créditos: Lawrence Livermore National Laboratory
Um grupo internacional de cientistas descobriu que Júpiter é o planeta mais antigo no Sistema Solar.

Relativamente falando, Júpiter formou-se num piscar de olhos. Seu núcleo rochoso se fundiu em menos de um milhão de anos após o início do nosso Sistema Solar, disseram cientistas nesta segunda-feira, em Proceedings of the National Academy of Sciences. Depois disso, passou-se mais 2 ou 3 milhões de anos e esse núcleo aumentou em 50 vezes a massa da Terra.

Cientistas já construíram modelos computacionais do nascimento de Júpiter. Mas com este estudo "é a primeira vez que podemos dizer algo sobre Júpiter com base em medições feitas em laboratório", disse o co-autor do estudo, Thomas Kruijer, pesquisador do Lawrence Livermore National Laboratory, na Califórnia.

Para pesquisar a respeito da criação do planeta, especialistas coletaram material extraterrestre que cai na Terra, como meteoritos antigos.

Nosso Sistema Solar começou sua existência como um disco de poeira e gás, 4,6 bilhões de anos atrás. Dos planetas, primeiro vieram os gigantes gasosos, seguidos por mundos terrestres de rocha e metal, assim como a Terra. Júpiter é o maior dessa ninhada.

Apesar de ser composto principalmente por gás, ele tem mais de 300 vezes a massa da Terra. Por essa razão, os astrônomos suspeitam que o planeta seja o mais antigo. Assim, ele foi capaz de coletar mais material do disco antes que seus irmãos mais novos aparecessem.

Além disso, ele atuou como uma barreira para proteger o sistema solar interno de meteoritos. Quando o Sistema Solar tinha cerca de 1 milhão de anos de idade, a gravidade de Júpiter era forte o suficiente para evitar que as pedras passassem além da órbita.

"Com cerca de 1 milhão de anos após seu surgimento, temos Júpiter grande o bastante para dividir o sistema solar em interno e externo", disse Brownon da Universidade Brown, um cientista planetário que não estava envolvido com a nova pesquisa.

Então, quando o Sistema Solar tinha cerca de 4 milhões de anos, Júpiter acumulou cerca de 50 vezes a massa da Terra e se aproximou mais do Sol. Isso reduziu a barreira que o planeta fazia naturalmente, permitindo que os asteroides externos se misturassem com as rochas do Sistema Solar interno.

Atualmente, eles estão misturados em um único cinturão - o Cinturão de Asteroides, que existe entre Júpiter e Marte. As rochas dessa mistura também caem na Terra, onde cientistas como Kruijer podem estudá-las.

O novo estudo acrescenta evidências à ideia de que Júpiter dividiu temporariamente a população de meteoritos no Sistema Solar em duas: aquelas entre Júpiter e o Sol e os meteoritos que ficam além de Júpiter.

Se um par de rochas espaciais do sistema solar interno e externo aterrissem no seu quintal e você as pegar depois de se esfriarem, você não conseguiria detectar uma diferença.

Mas Kruijer e seus colegas podem medir as assinaturas químicas específicas em meteoritos - o que revela não apenas a idade das rochas, mas à qual dos dois grupos elas pertenciam.

Apenas recentemente é que os avanços tecnológicos permitiram aos cientistas medir as diferenças nos dois tipos de rochas, disse Kruijer.

[A matéria continua no link original]


[Tradução: @difurlan1]

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