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Estudo estima a quantidade de água necessária para esculpir vales marcianos


Representações de Marte
Um novo estudo liderado pelo professor de geografia da Universidade do Norte de Illinois, Wei Luo, calcula a quantidade de água necessária para esculpir a antiga rede de vales em Marte e conclui que a superfície do planeta vermelho já foi muito mais úmida do que se pensava anteriormente.

O estudo reforça a ideia de que Marte teve um clima mais quente e um ciclo hidrológico ativo, com a água evaporando de um oceano antigo e voltando à superfície como chuva e erosão na extensa rede de vales do planeta.

Satélites orbitando Marte e exploradores em sua superfície forneceram aos cientistas provas convincentes de que a água ajudou a moldar a paisagem do planeta bilhões de anos atrás. Mas as perguntas mais interessantes são sobre a quantidade de água que realmente fluía no planeta, como também a debatida hipótese de um oceano.

No novo estudo, publicado em 5 de junho, no jornal on-line Nature Communications, Luo e colegas usaram um algoritmo inovador para calcular mais precisamente o volume de espaço da cavidade dentro dos vales de Marte e a quantidade de água que teria sido necessária para criar essas cavidades através de Erosão ao longo do tempo. A maior parte da rede de vales tem mais de 3 bilhões de anos.

"Nossas estimativas mais conservadoras a respeito do volume global das redes de vales marcianos e a quantidade de água acumulada necessária para esculpir esses vales são pelo menos 10 vezes maiores do que a maioria das estimativas anteriores", disse Luo.

Wei Luo.
Além disso, a nova estimativa a respeito da quantidade de água necessária para esculpir os vales é de pelo menos uma ordem de grandeza maior do que o volume de um oceano hipotético e 4.000 vezes o volume das cavidades do vale, disse Luo.

"Isso significa que a água deve ter passado muitas vezes pelos sistemas do vale em Marte, e uma grande quantidade de água ou oceano foi necessário para facilitar esse ciclo ativo", disse Luo. "Eu imagino que antigamente Marte tenha sido semelhante ao que temos na Terra atualmente - com um oceano, lagos, rios e chuvas".

Mas falta uma grande parte do quebra-cabeça, Luo acrescentou, porque os modelos climáticos não conseguiram reproduzir o clima dos primeiros momentos de Marte - não suficientemente quente para promover um ciclo hidrológico ativo.

"Marte está muito mais longe do Sol do que a Terra. Quando o Sol era mais novo, não era tão brilhante quanto hoje", disse Luo. "Então, ainda há muito a se esforçar para tentar reconciliar a evidência de ter havido mais água por lá".

Wei Luo posando para fotos. 
 O Programa de Análise de Dados de Marte, da NASA, forneceu financiamento para conduzir a pesquisa. Professor Alan Howard, da Universidade da Virgínia e o estudante de Ph.D. da NIU, Xuezhi Cang, colaboraram na pesquisa e são co-autores do artigo publicado na Nature Communications.

Para determinar o volume global das redes de vales de Marte, os cientistas desenvolveram algoritmos computacionais, com base naqueles usados ​​em análises terrestres de dados gerados a laser com alta resolução. Eles aplicaram os algoritmos aos dados do modelo de elevação digital, estimando a profundidade de todos os vales de Marte a um nível de um pixel.

"O aumento do volume estimado de erosão do vale neste estudo resulta principalmente de levar em conta a incisão de muitos pequenos afluentes que drenam os principais vales", disse o co-autor Howard da pesquisa. 

Fonte: Phys.org

[Tradução: @difurlan1]

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