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SOFIA confirma um sistema planetário próximo e similar ao nosso

O observatório voador da NASA, o Observatório Astronômico Estratosférico em Infravermelho, SOFIA, completou recentemente um estudo detalhado a respeito de um sistema planetário. A investigação confirmou que esse sistema planetário próximo tem uma semelhança notável com o nosso Sistema Solar. 


Concepção artística do sistema Epsilon Eridani mostrando Epsilon Eridani b.
Localizado a 10.5 anos-luz daqui na constelação de Eridano, a estrela Epsilon Eridani (abreviação eps Eri) é o sistema planetário mais próximo ao redor de uma estrela similar ao nosso Sol. É uma localização perfeita para se pesquisar sobre o mecanismo de formação de planetas ao redor de estrelas como a nossa. Lá também é a localização da estação espacial Babylon 5, na série de ficção científica que leva o mesmo nome. 

Estudos anteriores indicam que eps Eri tem um disco de detritos, que é o nome que os astrônomos dão ao material que permaneceu após a formação de planetas. Os detritos podem tomar a forma de gás e poeira, do tamanho de pequenas rochas e corpos de gelo. Discos de detritos podem ser extensos e contínuos ou concentrados em cinturões de detritos, similar ao cinturão de asteroides e ao cinturão de Kuiper - a região além de Netuno, onde centenas de milhares de objetos de gelo e de rocha habitam. Além disso, medições cuidadosas do movimento de Eps Eri indicam que um planeta com aproximadamente a massa de Júpiter orbita a estrela a uma distância comparada com distância de Júpiter do Sol. 

Com as novas imagens do SOFIA, Kate Su, da Universidade do Arizona, juntamente com sua equipe foram capazes de diferenciar entre dois modelos teóricos de localização de detritos aquecidos, como poeira e gás, no sistema Eps. Estes modelos foram baseados em dados anteriores obtidos com o telescópio espacial Spitzer, da NASA.

Um modelo indica que o material quente está em dois finos anéis de detritos, que corresponderiam respectivamente às posições do cinturão de asteroides e à órbita de Urano em nosso Sistema Solar. 

O outro modelo atribui o material quente como sendo originária da poeira do cinturão externo que preenche um disco de detritos ao redor da estrela central. Neste modelo, o material quente está ao redor do disco e não está concentrado nos anéis do cinturão de asteroides e nem associada com algum planeta na região interna desses sistema.

Utilizando o SOFIA, Su e sua equipe determinaram que o material quente ao redor de Eps Eri está, de fato, alinhado com o primeiro modelo que foi sugerido; ele está em um disco estreito ao invés de um disco largo e contínuo.

Estas observações foram possíveis porque o SOFIA tem um diâmetro maior do que o telescópio Spitzer, 2.5 metros de diâmetro se comparado a 0.85 metros do Spitzer, o que permitiu que a equipe a bordo do SOFIA conseguisse discernir detalhes que são três vezes menores do que os que poderiam ser vistos com o Spitzer. Além disso, a poderosa câmera de infravermelho do SOFIA, chamada FORCAST, abreviação de Faint Object infraRed CAmera, permitiu que a equipe estudasse a mais forte emissão de infravermelho do material quente em torno de Eps, em comprimentos de onda entre 25-40 mícrons, que são indetectáveis ​​por observatórios terrestres.


"A alta resolução do SOFIA, combinada com a cobertura de comprimento de onda exclusiva e o impressionante alcance dinâmico da câmera FORCAST, permitiu-nos entender a emissão quente em torno do Eps Eri, confirmando o modelo que localizava o material quente perto da órbita do planeta Joviano", disse Su. "Além disso, um objeto de massa planetária é necessário para frear a camada de poeira exterior, semelhante ao papel que netuno faz Netuno em nosso Sistema Solar. É realmente impressionante como eps Eri, uma versão muito mais jovem do nosso Sistema Solar, se parece com o nosso".

Esse estudo foi publicado no dia 25 de Abril  (2017) no Astronomical Journal.

SOFIA é um Boeing 747SP modificado para levar um telescópio de 2.5 metros de diâmetro. É um projeto em conjunto da NASA e do Centro Aeroespacial da Alemanha, DLR. O Centro de Pesquisas Ames, da NASA, no Vale do Silício, na Califórnia, controla o programa SOFIA, as operações científicas e as missões em cooperação com a Associação Universitária de Pesquisas Espaciais com sede em Columbia, Maryland, como também o Instituto Alemão SOFIA na Universidade de Stuttgart. A aeronave fica no Hangar 703 da NASA, Armstrong Flight Research Center, em Palmdale, Califórnia.


Observatório voador SOFIA


Para mais informações sobre o SOFIA, visitem [em inglês]: 



Estude sobre a missão científica SOFIA e seus instrumentos científicos [em inglês]: 



Fonte: NASA

[Tradução: @difurlan1]

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