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Sirius AB - Capítulo 12 da série Estrelas

Concepção artística do sistema estelar binário vizinho ao Sol.
Em 1862,  Alvan Graham Clark identificou que Sirius - o quinto sistema estelar mais próximo de nós  - tem uma companhia.  Então, além de Sirius A, que é uma estrela normal vivendo na fase de sequência principal, também há Sírius B, a estrela companheira, que é uma remanescente anã branca. Elas se co-orbitam a cada 50 anos, a uma distância de 3 bilhões de quilômetros, aproximadamente (ou 20 unidades astronômicas).  A estrela visível a olho nu é chamada de Sirius A. Sírius B é cerca de 10 mil vezes mais apagada que sua companheira e 360 vezes mais apagada que nosso Sol.


Distância e localização

Essas duas estrelas estão tão próximas de nós que sinais de rádio emitidos pela raça humana hoje chegarão até lá já em 2025. Um piscar de olhos na escala cósmica.

 Ambas estão localizadas a 8.6 anos-luz, na constelação de Ursa Maior.



RA(j2000):  6h 45m 8.77s
DEC: -16° 43' 0.02"



Sírius A

Idade: 250 milhões de anos.
Massa: 2.02 vezes a massa de nosso Sol.
Raio: 1.2 milhões de KM.
Magnitude absoluta: 1.42
Magnitude aparente: -1,46
Classificação Estelar: A0-1 Vm
Temperatura superficial: 9.666 °C
Zona Habitável: De acordo com modelo apresentado pela NASA, a borda interna de sua zona habitável estaria a 2.7 U.A. (405 milhões de km), enquanto que a borda externa está a 5.8 U.A. (870 milhões de km) de distância da superfície da estrela. Uma distância razoável para um planeta como a Terra poder acomodar água líquida seria de 4.25 U.A (637 milhões de km), onde o período orbital seria de 6 anos. Porém, a órbita de qualquer proto-planeta ao redor de A seria perturbada pela presença da massiva Sírius B. Ainda, deve-se levar em consideração a fortíssima radiação que Sirius A emite, o que torna essa zona habitável improvável.  


Sírius B

Ela é menor do que o planeta Terra, porém muito mais densa, com um campo gravitacional 350 mil vezes mais forte que o de nosso planeta. Uma pessoa com 68 kg na Terra teria 22 milhões de kg na superfície de Sírius B. A luz emitida de sua superfície escapa com certa dificuldade da estrela, o que faz com que ela seja esticada a comprimentos de onda que se aproximam do vermelho. Esse efeito, predito pela teoria da Relatividade Geral de Einstein em 1916, é chamado redshift gravitacional. Através dele podemos aferir algumas informações: 

Massa: 98% da massa de nosso Sol.
Raio: 6 mil km
Classificação Estelar: A2-5 VII
Temperatura superficial: 25.000 °C
Zona Habitável: Não há zona habitável para uma anã branca.


Imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble. No canto inferior esquerdo pode-se notar um ponto. Essa é Sírius B, enquanto Sírius A brilha fortemente no centro da imagem. 

Outros nomes: Alp or Alf CMa, 9 CMa, HR 2491, Gl 244 A, Hip 32349, HD 48915, BD-16 1591, SAO 151881, FK5 257, LHS 219, and ADS 5423 A


Fontes: 
 2 - ESA 

[Edição: @difurlan1]

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