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O explorador Curiosity mostra novos sinais dos desgastes em sua roda

Uma das partes da roda do meio que fica do lado esquerdo do explorador quebrou no primeiro trimestre de 2017. Essa parte da roda é responsável por dar mais tração ao Curiosity. Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Os engenheiros descobriram dois pequenos "furos" na roda intermediária do lado esquerdo do explorador Curiosity da NASA, uma das seis rodas que movimentaram o robô em quase 16 quilômetros (10 milhas) pela superfície marciana desde sua chegada em agosto de 2012.

Os dois pontos que estão quebrados aparecem em uma imagem capturada no dia 19 de Março pela câmera que fica acoplada no braço robótico do Curiosity.  A equipe que controla o explorador usa a câmera científica periodicamente para inspecionar as condições das rodas do explorador.

O último defeito ocorreu em 27 de Janeiro, que foi a última vez que a câmera foi apontada para baixo do explorador. O novo desgaste na roda intermediária esquerda aponta algo novo: é a primeira vez que os engenheiros se deparam com essa parte sobressalente da roda quebrada. Essa parte em forma de zigue-zague recebe a maior parte do peso do Curiosity, pelo fato de ser levantada, de acordo com um comunicado emitido pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, em Passadena, Califórnia.

A parte sobressalente em zigue-zague é 7 milímetros mais alta do que o corpo da roda feita em alumínio, segundo a fonte oficial. 

Desde que a equipe de controle avistou o primeiro sinal de defeito na roda de 50 centímetros de diâmetro, engenheiros se debruçaram em testes por aqui para determinar uma estimativa realista de quanto tempo que as rodas aguentarão. Os engenheiros concluíram que com 3 dos zigue-zagues sobressalentes quebrados, a roda ultrapassou 60% de sua vida útil. 

"Todas as 6 rodas tem tempo mais do que suficiente para levar o veículo a todos os destinos planejados para a missão", disse Jim Erickson, que é gerente de projetos da Curiosity, no JPL. "Esse dano já era esperado e é o primeiro sinal de que a roda intermediária esquerda está se aproximando do final de sua vida útil".

A equipe de planejamento da missão também pensou em um caminho onde o Curiosity pudesse desviar das pedras afiadas, afim de minimizar os danos nas rodas. 


Ilustração artística do explorador Mars 2020, que tem seu projeto baseado no design do Curiosity, mas com características diferentes em suas rodas. Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech.
O Curiosity já rodou 16 quilômetros desde que pousou na Cratera Gale, em Marte, em Agosto de 2012. A missão deveria durar ao menos 1 ano marciano - o equivalente a cerca de dois anos terrestres. Portanto, ela superou em dobro sua vida útil.

A missão de 2.5 bilhões de dólares descobriu que o local de pouso dentro da Cratera Gale um dia já foi habitável, abrigando água corrente e as condições necessárias para suportar vida microbiana. 

"Essa é uma parte esperada do ciclo de vida das rodas e esse fato neste momento não muda nossos planos científicos atuais, nem diminui nossas chances de estudar transições chaves em mineralogia no Monte Sharp, "disse Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity, no JPL. 

O Curiosity atualmente está estudando as dunas de areia ao longo do flanco inferior do Monte Sharp, um pico em forma de cúpula que se estende por cerca de 5 quilômetros acima do chão da cratera. A equipe de planejamento da missão enviará o explorador a um local mais alto no Monte Sharp nos próximos meses e anos para visitar camadas feitas de diferentes tipos de minerais, como hematita, argilas e sulfatos. 

A camada de sulfato é o destino mais distante identificado pelos cientistas da equipe do Curiosity. A NASA disse que alcançar a região irá requerer uma caminhada de mais de 6 km, o que está dentro da estimativa de vida útil da roda intermediária esquerda. 

Os engenheiros aplicaram as lições obtidas com o Curiosity no próximo projeto de explorador marciano da NASA, que tem data de lançamento marcada para Julho de 2020. As rodas do explorador terão grampos e raios de titânio curvos, afim de diminuir os potenciais danos causados por pedras pontiagudas. 



[Tradução: @difurlan1]

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