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Más notícias, humanos: TRAPPIST-1 não é um paraíso alienígena que nós esperávamos que fosse

Os cientistas encontraram um novo sistema solar chamado TRAPPIST-1 e propuseram que ele poderia ser potencialmente habitável. Orbitando uma estrela ultra-fria estariam 7 planetas com água líquida em suas superfícies e contemplados com um clima temperado, a apenas 39 anos-luz daqui. Mas após as últimas pesquisas, pesquisadores pensam que esses planetas são menos amigáveis do que se imaginava. Os cientistas descobriram agora que a estrela TRAPPIST-1 tem o poder de devastar atmosferas. 

Concepção artística de um dos planetas que orbitam a estrela TRAPPIST-1. 

Durante a missão K2, do telescópio espacial Kepler, da NASA é que os cientistas obtiveram os dados e a equipe liderada pelo astrônomo Krisztián Vida, do Observatório Konkoly, na Hungria, analizou os padrões de luminosidade provenientes dos dados fotométricos (ainda sem terem sido processados) de TRAPPIST-1.

Durante um período de 80 dias, eles identificaram 42 explosões de alta energia provenientes de TRAPPIST-1, incluindo cinco que registraram vários picos de erupções, o que significa que houveram várias rajadas de energia de uma só vez.

A erupção foi tão forte que é comparável ao infame acontecimento de Carrington em 1859, que foi tão poderoso que se acontecesse hoje devastaria os sistemas de comunicação global.

Mas se a vida na Terra pode resistir a erupções como o Evento de Carrington, por que os hipotéticos alienígenas dos três planetas terrestres que orbitam TRAPPIST-1 não suportariam?

Bem, isso é como um bombardeio consistente, pois o tempo médio entre essas explosões foi de apenas 28 horas. Os pesquisadores analisaram que as tempestades causadas pelas erupções em TRAPPIST-1 seriam centenas ou milhares de vezes mais poderosas do que as tempestades que atingiram a Terra.

Além de tudo isso, os planetas no sistema da estrela TRAPPIST-1 estão muito mais perto de sua estrela do que estamos de nosso Sol. Isso significa que esse bombardeio persistente provavelmente destruiria qualquer atmosfera estável, tornando muito difícil o estabelecimento do tipo de vida mais simples.

A equipe concluiu que: "As freqüentes e fortes explosões em TRAPPIST-1 provavelmente são desvantajosas para a prosperidade da vida nos exoplanetas em órbita, já que as atmosferas dos exoplanetas são constantemente alteradas e não podem retornar a um estado estacionário".

Bem, um aspecto importante a ser considerado é que o estudo ainda está sendo submetido a revisão por pares. Então, os resultados podem estar sujeitos a mudanças.


[Tradução: @difurlan1]


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