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Planos para a construção do primeiro porto espacial está para ser concluído

Lá pela década de 2020, a NASA e outros parceiros na ISS estão planejando a construção de um porto espacial que orbitará a Lua.

Em pouco tempo, a Estação Espacial Internacional poderá não ser mais o único habitat humano no espaço que será utilizado por várias nações (A China também tem uma estação espacial: Tiangong-2).


O objetivo da NASA de enviar seres humanos para Marte até a década de 2030 enfrenta muitos desafios. Agora, se tudo correr bem, a agência espacial americana está pronta para dar um dos primeiros passos para superar esses desafios. Embora o projeto ainda esteja na esfera especulativa, a NASA e outros parceiros da Estação Espacial Internacional (ISS) começaram a fazer planos para um "porto espacial" cis-lunar que tem como objetivo principal servir como uma parada estratégica para o Planeta Vermelho.

No mês passado, representantes de cinco agências espaciais do mundo se reuniram em Tsukuba, no Japão, para discutir seus planos para uma estação espacial orbitando a Lua. A finalização do projeto da estação poderia ocorrer já no próximo ano. Nos próximos meses, essas agências espaciais começarão a rever os planos e encararem os desafios que as missões tripuladas aos asteroides e a Marte representariam. Tais desafios incluem o desenvolvimento de sistemas de suporte à vida no espaço profundo, a integração da ciência humana e robótica e das operações de voo espacial.

Espaço cis-lunar é a região do espaço entre a atmosfera da Terra que vai um pouco além da órbita da Lua. Provar que uma habitação humana de longo prazo (assim como a ISS) será gerenciável é uma necessidade anterior às missões mais longas, como por exemplo, ir a Marte. É necessário planejamento específico quando estamos falando de distâncias que não permitem um resgate ou reabastecimento rápido e fácil. Durante a reunião em Tsukuba, os parceiros da ISS concordaram com uma órbita do tipo NRHO para a estação, o que na prática seria uma órbita em formato de um circuito oval, onde a estação poderia chegar a 1.500 km da superfície lunar e a levaria a cerca de 70.000 km em seu ponto mais distante. 

Há várias vantagens em tal órbita, tais como: a mínima necessidade de combustível para corrigir o curso, comunicação consistente com a Terra, luz solar direta nos painéis solares da estação e facilidade de acesso (e saída) para a nave espacial Orion da NASA. Entretanto, tal órbita não é ideal para a exploração da superfície lunar. A agência russa, Roscosmos, preferiria que a estação fosse usada principalmente para a exploração lunar, ainda está avaliando a viabilidade de uma órbita lunar inferior, apesar de terem acordado a respeito de uma órbita NRHO.

Este é apenas um exemplo do potencial de conflito que tal projeto pode criar, mesmo entre os parceiros. Determinar os exatos objetivos científicos e tecnológicos de tal empreendimento e deixar espaço para futuros colaboradores é difícil e pode exigir adaptabilidade adicional no projeto da estação. Para satisfazer as metas de exploração lunar e futuras missões a Marte, por exemplo, a NASA está atualmente considerando se a estação poderia ser construída para dividir em duas, mantendo algumas partes permanentemente circundando a Lua, enquanto outros seriam destacáveis ​​para futuras missões.

Outras considerações incluem o desenvolvimento de padrões comuns que serão utilizados por todos os parceiros que contribuem para a estação. O objetivo final é implementar projetos "plug and play" que permitam que novos dispositivos e módulos encaixem perfeitamente na infra-estrutura existente e preparem o caminho para novos parceiros no futuro. Atualmente, o projeto acordado da estação incorpora um módulo de propulsão fabricado nos EUA, módulos de habitação construídos na Europa e no Japão, uma câmara de ar construída pela Rússia e o famoso braço robótico do Canadá. Um módulo de visualização de 360 ​​graus também está sendo considerado, copiando a ISS nesse ponto. 

Os componentes da estação serão levados ao espaço através do foguete Space Launch System da NASA, embora atualmente a Rússia esteja avaliando a capacidade de seu foguete Angara-5 para entregar seu módulo de trava de ar quando estiver pronto. Carga e tripulação poderia ser entregue anualmente pela espaçonave Orion, da NASA, mas a oportunidade está aberta para empreiteiros industriais em potencial que também queiram assumir este papel, da mesma forma que a ISS recebe carga de vôos provenientes da SpaceX e Orbital ATK hoje. Em última análise, o objetivo da estação será incorporar um sistema de suporte à vida completamente "fechado" que recicle todas as necessidades da estação sem a necessidade de reabastecimento.

Atualmente, os planos são de construção de grande parte da estação na década de 2020, utilizando-a como plataforma de lançamento ao espaço interplanetário na década de 2030. Embora ainda existam várias incertezas, incluindo as metas atuais da Casa Branca para vôos espaciais americanos, o primeiro voo de logística para o posto avançado cis-lunar poderia ter lugar já em 2024.


Créditos: Astronomy Magazine

[Tradução: @difurlan1]

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