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O Telescópio Espacial Kepler nos oferece outra visão a respeito do sistema TRAPPIST-1

Os sete planetas de TRAPPIST-1 são iluminados pela luz de sua estrela anã vermelha nesta ilustração. O telescópio espacial Kepler da Nasa terminou de observar os planetas e seus dados já estão publicados.

No dia 22 de Fevereiro, astrônomos anunciaram que a estrela ultra-fria, TRAPPIST-1, hospeda um total de 7 planetas do tamanho da Terra, onde todos parecem ser rochosos. Essa foi uma descoberta feita pelo Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, combinando dados com telescópios terrestres. O telescópio espacial caçador de planetas, Kepler, também tem realizado observações desde Dezembro de 2016. Dia 8, esses dados adicionais de TRAPPIST-1, provenientes do Kepler, foram disponibilizados para a comunidade científica. 


Durante o período de 15 de Dezembro de 2016 até 4 de Março, o telescópio Kepler, operando na missão K2, coletou dados das minúsculas mudanças no brilho da estrela devido ao trânsito dos planetas que lá estão. Essas observações adicionais possibilitam aos astrônomos refinarem as medições anteriormente feitas de 6 planetas ali presentes, deixando mais preciso o período orbital e a massa do sétimo planeta (o mais distante da estrela), TRAPPIST-1h, e aprender mais a respeito da atividade do campo magnético da estrela hospedeira.

"Cientistas e entusiastas ao redor do mundo estão empenhados em aprender tudo o que puderem sobre esses mundos do tamanho da Terra", disse Geert Barentsen, cientista e pesquisador da missão K2, no Ames Research Center, Moffet Field, California, na NASA. "Prover os dados brutos  da missão K2 o mais rápido possível foi uma prioridade para dar aos pesquisadores uma perspectiva do que eles possam definir melhor seus planos de pesquisa e de acompanhamento. Estamos satisfeitos também por que isso permitirá que o público testemunhe o processo de descoberta."

A liberação antecipada dos dados brutos (como vieram do telescópio) e sem calibragem ajudará os astrônomos na preparação de propostas para a utilização de telescópios em Terra para investigar melhor TRAPPIST-1. Até o final de Maio, o processamento rotineiro dos dados será concluído e os dados totalmente calibrados serão disponibilizados no arquivo público. 

O período de observação, conhecido como Campanha K2 número 12, fornece 74 dias de monitoração. Esse é o maior período de obervação contínuo de TRAPPIST-1 e fornece aos pesquisadores a oportunidade de estudar a interação gravitacional entre os 7 planetas, como também de outros que podem existir por lá e que ainda não foram descobertos. 

A missão K2 da NASA observa o céu em "campanhas". É a segunda missão do telescópio espacial Kepler.

A estrela TRAPPIST-1 nem sempre esteve no foco para estudos. De fato, as coordenadas iniciais para seu caminho nos céus foi definido para a campanha 12 do Kepler, em Outubro de 2015. Isso foi antes que os planetas ao redor de TRAPPIST-1 fossem descobertos.


Mas em Maio de 2016, quando houve o anúncio da descoberta dos três primeiros planetas de TRAPPIST-1, as equipes da NASA e da Ball Aerospace trabalharam rapidamente e reescreveram e testaram os comandos que seriam reprogramados no sistema operacional da espaçonave para fazer com que o telescópio Kepler apontasse para lá e incluísse essa observação na Campanha 12. Assim, em outubro de 2016 o Kepler estava pronto e esperando para começar o estudo de nosso vizinho intrigante na constelação de Aquário.

"Nós tivemos sorte em conseguir com que a missão K2 fosse capaz de observar TRAPPIST-1. O campo de observação para a Campanha 12 foi programado quando houve a descoberta dos primeiros planetas orbitando TRAPPIST-1 foram anunciados e a comunidade científica já havia submetido propostas para alvos de interesses específicos naquele campo," disse Michael Haas, diretor de ciências para as missões Kepler e K2, da Ames. "A oportunidade inesperada de estudar o sistema TRAPPIST-1 foi rapidamente reconhecida e a agilidade da equipe K2, como também da comunidade científica, prevaleceu novamente".

O refinamento de informação que essas observações proverão às informações das observações anteriores, quer seja a respeito dos planetas já conhecidos, como também dos que podem vir a ser descobertos entre os dados da missão K2 ajudarão os astrônomos a planejar os estudos para futuras observações dos mundos em TRAPPIST-1, quando utilizaremos o Telescópio Espacial James Webb.

Durante a campanha 12, raios cósmicos causaram um "reset" no sistema da espaço nave, causando uma pausa de 5 dias na coleta de dados científicos. Já é a quarta vez que esse tipo de evento ocorre. Afinal, o telescópio está suscetível aos raios cósmicos desde seu lançamento em Março de 2009. No entanto, a espaço nave está OK e funcionando como antes do ocorrido. 

A Ames gerencia as missões Kepler e a K2 para NASA. O JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da NASA, em Pasadena, Califórnia, gerenciou o desenvolvimento da Missão Kepler. A Ball Aeroepace & Technologies Corp. opera o sistema de voo com o apoio do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder. 

Para mais informações a respeito das Missões Kepler e K2, visitem: http://www.nasa.gov/kepler

Para mais informações a respeito do Sistema TRAPPIST-1, visitem[em inglês]: http://exoplanets.nasa.gov/trappist1 (ou então [em português]: http://www.decifrandoastronomia.com.br/2017/02/trappist-1-um-sistema-solar-pequeno-que.html ]


Fonte: NASA

[Tradução: @difurlan1]

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