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Novo mosaico de fotos feitos pelo Hubble da Nebulosa de Órion pode decifrar um quebra-cabeças

Procurando por planetas órfãos e estrelas perdidas



Na procura por planetas anões e estrelas falidas (também chamadas de anãs marrons), astrônomos criaram uma nova imagem da Nebulosa de Órion, utilizando o Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA. Durante as procuras na famosa região de formação estelar, eles encontraram o que pode ser uma peça faltante do quebra-cabeça cósmico; O terceiro membro de um sistema estelar perdido há muito tempo.

A Nebulosa de Órion é a região de formação estelar mais próxima de nós: apenas 1.400 anos-luz de distância. É um local turbulento - estrelas estão nascendo ali, sistemas planetários estão se formando e a radiação expelida pelas jovens estrelas está criando cavidades na poeira cósmica circundant, como também interrompendo o crescimento de estrelas menores nas proximidades. 

Devido a esta turbulência, o Hubble observou a nebulosa muitas vezes para estudar os processos intrigantes que estão acontecendo lá. Esta imensa imagem composta da região central da nebulosa, combinando dados visuais e infravermelhos é a mais recente das imagens já feitas para a coleção já existente.

Os astrônomos usaram esses novos dados em observações feitas no espectro infravermelho para caçar planetas órfãos - vagando livremente no espaço sem uma estrela-mãe - e anãs marrons na Nebulosa de Órion. As capacidades de infravermelho do Hubble também permitem que ele espie através das nuvens de poeira e gás, deixando, assim, as estrelas antes escondidas, visível; As estrelas, agora visíveis, aparecem com cores vermelhas brilhantes na imagem já processada. Entre elas, os astrônomos "tropeçaram" em uma estrela movendo-se a uma velocidade muito grande  - cerca de 200.000 quilômetros por hora[1]. Esta estrela poderia ser a peça perdida do quebra-cabeça de um sistema de estrelas que havia sido quebrado 540 anos atrás.

Os astrônomos já sabiam sobre outras duas estrelas fugidias na Nebulosa de Orion, que mais provavelmente pertenceriam a um sistema de múltiplas estrelas já extinto. Durante anos, suspeitou-se que o sistema original continha mais do que apenas essas duas estrelas. Agora, por acidente e curiosidade, o Hubble pode ter encontrado o terceiro pedaço perdido deste quebra-cabeça cósmico.

Se a nova estrela é realmente a desaparecida - e a última peça do quebra-cabeça - então mais observações deverão ser realizadas para isso se confirmar. A resposta para a questão do por quê o sistema estelar original se desfez, em primeiro lugar. Embora existam várias teorias, nenhuma pode ser descartada ou confirmada ainda. Uma teoria diz respeito a interações com outros grupos estelares próximos, enquanto que outra insinua que duas das estrelas acabaram ficando muito próximas umas das outras.  

E enquanto os astrônomos estão procurando por respostas para essas perguntas, quem saberá qual o próximo mistério que eles irão encontrar? 


Nota

[1] A velocidade relativa da estrela foi calculada comparando as observações feitas em 1998 com as recentes. A velocidade da estrela recentemente descoberta é quase 30 vezes a velocidade da maioria vizinhança estelar da nebulosa.



[Tradução: @difurlan1]

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