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Missão para Vênus: NASA e Rússia podem explorar o planeta infernal juntas

O conceito de missão Venera-D da Academia Russa de Ciências do Instituto de Pesquisas Espaciais (IKI) inclui um orbitador em Vênus que funcionaria por até três anos e uma sonda projetada para sobreviver por alguns horas às duras condições que uma espaçonave encontraria na superfície de Vênus. 
Créditos: NASA/JPL-Caltech
Cientistas da NASA estão se encontrando com representantes do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências (IKI) esta semana, para continuar discutindo a possível colaboração na próxima missão a Vênus, chamada de Venera-D, anunciaram funcionários da NASA na semana passada.

A Rússia já enviou 16 espaçonaves para Vênus entre 1961 e 1983, incluindo a única nave que pousou com sucesso no planeta infernal [Saiba mais sobre Vênus e as missões]. A missão Venera-D está agendada para ser lançada em algum momento da próxima década [nada precisa essa agenda, mas enfim...]. A missão incluiria um módulo orbitador, um pousador e possivelmente um dirigível movido a energia solar, que voaria sobre a 
atmosfera superior.

"Essa colaboração potencial faz com que uma parceria dessa maximize os resultados científicos da missão Venera-D," disse em um comunicado Adriana Ocampo, que lidera uma equipe que trabalha em um relatório sobre a parceria em potencial. 

Cientistas da NASA se encontrarão com representantes da IKI para "[identificar] objetivos científicos em comum para a exploração de Vênus," de acordo com um comunicado da agência.

Terra e Vênus compartilham muitas similaridades - desde seus tamanhos, composição e proximidade com o Sol - e ainda a atmosfera Venusiana experimenta um efeito estufa descontrolado que deixa a temperatura em sua superfície quente o suficiente para derreter chumbo. Vênus é mais quente do que Mercúrio, mesmo Mercúrio estando mais perto do Sol.



A NASA já enviou várias naves para estudar Vênus de sua órbita, iniciando com o orbitador Mariner 2 em 1962. A última nave da agência espacial americana dedicada a Vênus foi a Magalhães (Magellan), que foi lançada em 1990 e mapeou 98% da superfície do planeta em 4 anos.

"Enquanto Vênus é conhecido como nosso "planeta irmão", nós temos muito o que aprender, inclusive se algum dia o planeta teve oceanos e se já abrigou vida," disse Jim Green, diretor da Divisão de Ciência Planetária da NASA, em um comunicado. " Ao compreender os processos em ação em Vênus e Marte, teremos um quadro mais completo sobre como os planetas terrestres evoluem ao longo do tempo e obter uma visão do passado, presente e futuro da Terra." 


Fonte: Space.com

[Tradução: @difurlan1]

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