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A NASA está construindo uma espaçonave que irá passar pela atmosfera solar

A Sonda Solar Plus ajudará a proteger a Terra contra ejeções de massa coronal potencialmente perigosas.
NASA/ Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins
De vez em quando, o Sol libera erupções gigantes de plasma e partículas super-carregadas, e às vezes, estas explosões de alta energia vêm de encontro com a Terra. Felizmente, o campo magnético do nosso planeta nos protege do pior, impedindo que a Terra se torne uma Terra desolada como Marte, só que uma parte da energia de tempestades solares conseguem passar por esse escudo natural.

Essas partículas solares são a causa das Luzes do Norte e do Sul (a Aurora Boreal e a Austral) e, ocasionalmente, perturbam nossos satélites e redes elétricas. Em 1989, por exemplo, uma ejeção de massa coronal (CME) do Sol interrompeu as comunicações com vários satélites e causou um apagão durante nove horas em Quebec, que afetou seis milhões de pessoas. Um CME maior em nosso mundo interconectado moderno poderia ter efeitos muito mais devastadores. Compreensivelmente, a NASA quer ser mais precisa em prever estas CMEs e outros tipos de tempestades solar.


Então eles irão enviar uma sonda para voar pelo Sol.



Uma imagem dos filamentos de plasma ejetados da superfície solar, capturados pelo telescópio espacial óptico Hinode, do Japão, no dia 12 de Janeiro de 2007.
A sonda Solar Probe Plus voará através da coroa exterior de nossa estrela que, em essência, é a atmosfera de nosso Sol. No entanto, isso não significa que a nave estará segura do intenso calor do Sol. A coroa, que é uma aura de plasma que envolve o Sol é, na verdade, mais quente do que a superfície da estrela, que é chamada de fotosfera porque é a parte que vemos emitindo luz. A fotosfera tem uma temperatura entre 4.500 e 6.000 Kelvin (4.226 °C e 5.726 °C), enquanto que a temperatura da coroa passa de 1 milhão ou 2 milhões de graus Kelvin (999.726 °C ou 1.999.726 °C) e pode alcançar uma temperatura de até 20 milhões de graus Kelvin em condições adequadas.

Na extremidade externa deste plasma ardente ao redor do Sol, a Solar Probe Plus não precisará enfrentar temperaturas tão absurdas, mas estará voando aonde a temperatura alcança cerca de 1.650 K (1.377 °C). A espaçonave, prevista para ser lançada em julho de 2018, será o objeto feito pelo Homem que alcançará maior velocidade. Ela poderá atingir velocidades próximas de 200 km/segundo, o que é uma marca insana 447.387 mph (715.819,2 km por hora!). A Solar Probe Plus voará a uma distância de 3,67 milhões de milhas (5.87 milhões de km) da superfície do Sol, que é de cerca de 8,5 raios solares - 23 milhões de milhas (36 milhões de km) mais perto do Sol do que qualquer espaçonave antes dela.

"Essa missão exigiria tanto uma nave espacial como também instrumentos capazes de resistir à radiações extremas, uma viagem em alta velocidade e a dura condição do ambiente", disse Seamus Tuohy, Diretor do Departamento do Programa de Sistemas Espaciais da Draper, uma empresa de engenharia e tecnologia que está ajudando a desenvolver sensores e equipamentos para naves espaciais. 

Engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, construindo e testando a Solar Probe Plus em julho de 2016. Créditos: NASA/JHUAPL
Ao longo de sete anos, a Solar Probe Plus medirá a velocidade, força e abundância de partículas ionizadas e elétrons usando um copo de Faraday, que é um copo de metal condutor projetado para capturar e medir partículas no vácuo. O copo de Faraday é um dos dois instrumentos científicos que ficarão fora do protetor térmico solar reforçado por fibra de carbono. Ao medir as propriedades das partículas na coroa exterior, os astrônomos esperam entender melhor tempestades solares e desenvolver uma maneira de prevê-las com antecedência. Dados da Solar Probe Plus também podem ajudar os cientistas a descobrir por que a coroa é muito mais quente do que a superfície do Sol, uma questão que tem intrigado os astrônomos há décadas.

"Além de responder às questões científicas fundamentais, a intenção é entender melhor os riscos que o espaço representa para os modernos sistemas de comunicação, aviação e energia em que todos confiamos", disse Justin C. Kasper, pesquisador principal do Smithsonian Astrophysical Observatory, que está construindo o copo Faraday e outros componentes com a ajuda de Draper. "Muitos dos sistemas em que nós, no mundo moderno, dependemos - nossas telecomunicações, GPS, satélites e redes elétricas - poderiam sofrer blackouts por um longo período de tempo se uma grande tempestade solar acontecesse hoje. A Solar Probe Plus nos ajudará a gerenciar o impacto das tempestades solares sobre a sociedade ".


A espaço nave está sendo construída no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins. Em pouco mais de um ano, a espaçonave de 1.345 libras (610 Kg) voará mais rápido e mais perto do Sol do que qualquer objeto feito pelo Homem até então. Boa sorte, Probe Solar Plus.


Fontes: 
1 - [Traduzido de: Popular Mechanics]

[Tradução: Diogo Furlan - no Facebook/Instagram como: @difurlan1]







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