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Nossa Lua poderá se tornar um planeta muito em breve

Nossa Lua poderá se tornar um planeta muito em breve. Ao menos é o que querem alguns cientistas da NASA. Eles querem transformar a Lua em um planeta mudando a própria definição de lua.  O pesquisador da NASA que criou a primeira nave espacial que voou para além de Plutão está sugerindo mudanças nas definições para conceder a Lua o status de planeta. Alan Stern, que trabalha na agência espacial desde 1991, liderou o projeto  da espaçonave New Horizons, em 2006, que permitiu tirar fotografias de Plutão, que desde então passou de um planeta para um planeta anão.

Alan Stern fez ontem um apelo sobre o "upgrade" referente ao status lunar em uma conferência em Boston, Massachusetts.

Stern, discursando em uma conferência em Boston, Massachusetts, disse que gostaria de uma revisão na forma como o mundo define planetas, pois isso, acredita ele, será um incentivo à exploração de corpos celestes em todo o universo.

"Na mente do público, a palavra "planeta" carrega um significado que não existe em outras palavras usadas para descrever corpos planetários [planetas, planetas-anões, grandes luas ou asteroides]... muitas pessoas envolvidas (o público) supõem que os supostos corpos que não são planetas deixam de ser interessantes o suficiente para justificar a exploração científica".

Alan Stern tem dito que a Lua deveria sofrer uma promoção em seu status, tornando-se, assim, um planeta.

O engenheiro também está pedindo a União Astronômica Internacional (IAU), que controla as classificações, para restaurar o status de planeta a Plutão, após ter sido expulso do grupo de planetas em 2006 por não cumprir os 3 critérios básicos para ser um planeta.

De acordo com a IAU, um planeta deve orbitar ao redor do Sol, ter massa suficiente para assumir um equilíbrio hidrostático (uma forma quase que redonda) e precisa ter feito uma "limpeza em sua vizinhança" ao redor de sua órbita (exemplo: pode ter corpos orbitando o planeta, mas nenhum compartilhando a mesma órbita). Plutão falha no último critério porque tem vários corpos na mesma linha orbital (asteroides).

A Lua, entretanto, falha já no primeiro critério, pois orbita a Terra ao invés do Sol. Mas Stern está propondo uma nova definição onde um corpo que orbita outro planeta venha a receber uma "promoção" em seu status. 

Stern continuou: "Uma pergunta comum que recebemos é:" Por que vocês enviaram a New Horizons para Plutão se ele não é mais um planeta?" Para abrandar essa infeliz percepção, propomos uma nova definição de planeta.

"De acordo com a classificação científica e a intuição das pessoas, propomos uma definição geofísica do planeta que enfatiza as propriedades físicas próprias e essenciais de um corpo sobre suas propriedades orbitais".

Isso quer dizer que em breve poderemos enviar uma sonda que pouse no "planeta Europa", ou talvez, quem sabe, antes dele, os "planetas" Titan e Encélado recebam visitas robóticas, afim de desvendarmos mistérios ainda intocados em nosso Sistema Solar recheado de promissores planetas. 



[Tradução e adaptação: @difurlan1]

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