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Cientistas pensam que a luz ultravioleta pode criar elementos essenciais para a química da vida.

Dados do Observatório Espacial Herschel mostram que a luz ultravioleta pode ser o que cria elementos chaves para a vida.

Essa imagem em infravermelho do Telescópio Espacial Herschel, da ESA, mostra o lado empoeirado da Espada de Órion

Cientistas descobriram que a luz ultravioleta das estrelas é mais importante na criação de moléculas necessárias para os blocos de construção da vida do que se acreditava.

A teoria era de que os hidrocarbonetos foram criados com "choques", ou em eventos estelares violentos que causam muita turbulência. Com as ondas de choque, átomos se transformam em íons, que são mais propensos a combinar. Os dados do Observatório Espacial Herschel, da ESA, provaram que essa teoria está errada. Cientistas com os dados do Herschel em mãos estudaram os componentes da Nebulosa de Órion, mapeando a quantidade, temperatura e os movimentos das moléculas de carbono-hidrogênio (CH), o íon carbono-hidrogênio positivo (CH+) e sua molécula-mãe: o íon carbono (C+).

Eles descobriram que em Orion, o CH+ está emitindo luz em vez de absorvê-la, o que significa que ele é mais quente do que o gás de fundo. Isso foi surpreendente para os cientistas porque a molécula CH+ é incrivelmente reativa e precisa de uma grande quantidade de energia para formar, então quando interage com o hidrogênio de fundo na nuvem ele é destruído.

Esses dados mostram que moléculas de CH+ provavelmente foram criadas pela emissão de ultravioleta provenientes de estrelas novas na Nebulosa de Órion. Quando uma molécula de hidrogênio absorve um fóton de luz, ela vibra ou gira. Mas quando atingida por um fóton ultravioleta, faz ambas as coisas.

A Nebulosa de Órion é abundante em gás hidrogênio. Então, quando a luz ultravioleta aquece as moléculas ao redor, ela cria uma perfeita condição para que hidrocarbonetos se formem. Quando o hidrogênio interestelar esquenta, íons de carbono começam a reagir com as moléculas de hidrogênio, criando CH+, que eventualmente captura um elétron, podendo formar uma molécula neutra de CH.

"Ainda é um mistério como que, de fato, moléculas ficam excitadas nos núcleos galáticos," disse em uma comunicado John Pearson, pesquisador da NASA no JPL (Jet Propulsion Laboratory) e co-autor deste estudo.

"Nosso estudo é uma pista que a luz ultravioleta de estrelas massivas poderiam guiar a excitação de moléculas nesses locais."


Fonte: Astronomy

[Tradução: @difurlan1]

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