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Planetas Órfãos

Concepção artística do planeta órfão descoberto por duas equipes de astrônomos.

Definição

Um planeta órfão (também conhecido como planeta interestelar) é um objeto de massa planetária que foi expulso de seu sistema e já não é gravitacionalmente vinculado a qualquer estrela, anã marrom ou algum outro objeto e que, portanto, orbita a galáxia diretamente. Em 2011, astrônomos estimaram que planetas interestelares do tamanho de Júpiter podem ser duas vezes mais comuns que estrelas.  Acredita-se que objetos de massa planetária que nunca fizeram parte de um sistema se formaram de maneira semelhante às estrelas, portanto a UAI propôs que esses objetos fossem chamados de sub-anã marrom.

Embora haja cada vez mais interesse dos astrônomos no assunto, exemplos de planetas "órfãos" são difíceis de serem encontrados. O planeta interestelar, chamado de CFBDSIR2149-040 foi descoberto por astrônomos no Havaí e no Chile, mas até agora sabe-se muito pouco sobre a descoberta. Além de estimar sua distância da Terra, considerada muito pequena, os cientistas acreditam que o "órfão" seja relativamente "jovem", tendo entre 50 e 120 milhões de anos.


Mistérios intrigantes

Ainda que os astrônomos acreditem que os planetas "órfãos" sejam mais comuns do que se pensava, as teorias em torno da origem deste tipo de massa planetária que "vaga" pelo espaço ainda geram perguntas intrigantes. Acredita-se que eles possam se formar de duas maneiras: de forma similar aos planetas que estão conectados a astros, surgindo a partir de um disco de poeira cósmica e restos de massa, mas que, em vez de serem integrados a um sistema planetário (assim como a Terra é parte do Sistema Solar, gravitando em torno do Sol), são expulsos da órbita de uma estrela. A segunda explicação diz que eles podem se formar como se fossem um astro, mas nunca chegam a atingir a massa total de um astro normal. De qualquer forma, eles acabam livres da atração gravitacional de uma estrela, vagando livremente pelo cosmos, o que torna sua identificação muito difícil.

O CFBDSIR2149 sempre esteve desacompanhado, orbitando despercebido a Via Láctea, em um trajeto longo e, no seu caso, solitário. A vida de sossego durou algumas centenas de milhões de anos, mas agora terá que se acostumar com os curiosos astrônomos que não vão respeitar a intimidade alheia para descobrir por que o CFBDSIR2149 não se dá com ninguém.




[Adaptado por Marine Alves - Instagram: @mari64411]

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