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UY SCUTI: A Super Gigante Vermelha


UY Scuti fotografada pelo Hubble

Em 1860, um astrônomo alemão descobriu UY Scuti e ela foi inicialmente chamada de BD-12 055. Desde então, observações tem sido feitas para tentar entender essa estrela diferenciada pelo tamanho. Afinal, ela é a maior já descoberta. Seus números são tão expressivos que chega a ser desafiador tentar compreendê-la.



Sua Classificação:

UY Scuti está classificada como uma estrela do tipo M4 e apesar de seu tamanho todo, ela é uma super gigante vermelha e não uma hiper gigante vermelha como algumas pessoas pensam.


Sua Massa:

Sua massa ainda não pôde ser definida, primeiramente por que ela não tem uma estrela companheira para ocorrer interferência gravitacional. Modelos de evolução estelar estimam que uma estrela como UY Scuti iniciou sua vida em sequência principal com cerca de 25 massas solares (embora estrelas com baixa rotação do estilo de Scuti podem começar suas vidas em sequência principal com mais de 40 massas solares). Provavelmente ela já perdeu cerca de 40% de sua massa inicial.

A estrela de maior massa, no entanto, é a R1356a1. 

Seu tamanho:

Ela é a estrela de maior diâmetro e uma das mais luminosas conhecida pelo Homem até então. UY Scuti, localiza-se na Constelação da Cauda a 9.500 anos-luz daqui. Apenas em condições excepcionalmente ótimas de observação é que pode-se vê-la com um telescópio pequeno ou com um binóculo potente.


Comparação com outras estrelas de grande porte

Comparação com Cannis Majoris e o Sol
Para efeito de comparação, vejam:

Se a Terra tivesse 20 cm (uma bola de Vôlei), Júpiter teria 2.1 metros, o Sol teria 22 metros, enquanto que UY Scuti 38.000 metros. Ou seja, quase 5 vezes o tamanho do Monte Everest.

Um objeto viajando à velocidade da luz levaria 7 horas para contorná-la, enquanto que para contornar o nosso Sol na mesma velocidade ele levaria 14.5 segundos.

Nenhuma estrela está apta a competir com ela. Não no quesito volume. Ela tem 5 bilhões de vezes o volume de nosso Sol.


Comparativo com nosso Sol, que aqui parece um projeto de "tampinha" perto dela.

Se pudéssemos trocar o nosso Sol por ela, a borda UY Scuti ultrapassaria a órbita de Saturno. Ou seja: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno não existiriam mais.Seu volume é 5 mil vezes maior do que o de nosso Sol.



O que está acontecendo agora e uma previsão para seu futuro:

E como toda grande estrela absurdamente luminosa, ela também está queimando seu combustível muito rápido. (lembrem-se: quanto mais massiva a estrela, menos tempo de vida ela tem.) Na verdade Scuti já queimou quase todo seu hidrogênio e agora, em uma atitude (padrão) desesperada, ela usa as cinzas da queima do hidrogênio, o hélio, para se sustentar. Estrelas que estão nessa fase desesperadora incham absurdamente.

E é o que acontece hoje com Scuti. Ela está muito rechonchuda por isso. Suas camadas externas estão tão longe do centro que quando o hélio, assim como aconteceu com o hidrogênio, estiver terminando, essas camadas externas vão começar a se desprender da estrela em direção ao espaço interestelar, antes da estrela sucumbir ao poder da força da gravidade.

Mas antes de ver seu combustível secundário secando (hélio) e, assim, ceder à força implacável da gravidade (força essa que nunca se cansa), Scuti ainda vai fundir (na sequência) lítio, carbono, oxigênio, neon e silício em seu núcleo.

Espera-se que ela evolua para uma estrela do tipo Hiper Gigante Amarela. À medida que ela funde elementos mais pesados, mais quente seu núcleo tem que estar. Consequentemente mais inchada ela ficará. Em seus gritos finais, ela tentará apelar para o proibido: ferro. Assim que ela iniciar a tentativa de fundir ferro, ela, como também qualquer outra estrela, desregulará o balanço entre a gravidade e a força nuclear. As camadas internas não conseguirão sustentar as camadas externas.

Essas camadas mais externas serão lançadas no espaço interestelar, deixando o núcleo exposto, ocorrendo sua implosão e o colapso de seu núcleo. Isso fará com que Scuti exploda em uma supernova do tipo IIb, IIn, ou então Ib/Ic.


UY Scuti, em seus momentos finais, expulsando suas camadas externas

Aqui temos um modelo do Sistema Solar atual, trocando de uma hora para outra o Sol por UY Scuti. Vejam o que acontece com um sistema que está adaptado a trabalhar com a gravidade do Sol e, de repente, bum! Aparece Scuti engolindo os planetas até Saturno. Essa troca desbalanceia todo o Sistema que começa a cair para o poço gravitacional de Scuti:



(link para video: https://www.youtube.com/watch?v=QHlUUxWM0-c )

Fontes: 
https://en.wikipedia.org/wiki/UY_Scuti

http://umarscience9spaceproject.weebly.com/the-end--uy-scuti--largest-star-known-to-man.html

http://earthsky.org/space/how-big-is-the-biggest-monster-star


https://beautyaboveus.wordpress.com/2015/02/09/the-size-of-uy-scuti-possibly-one-of-the-largest-stars-we-have/

[Tradução: @difurlan1]
[Revisão: @ma.turati]

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