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Fluxo glacial no coração de Plutão.

Agora sabemos porque há uma geleira profunda no coração de Plutão.




Com 4 km de profundidade e pouco mais de 1 mil km de comprimento, a placa de nitrogênio congelado cobre Sputnik Planum, região no hemisfério norte de Plutão, onde fica o “coração”. Um novo modelo matemático explica como a glaciação e outras características do terreno gelado de Plutão provavelmente se formaram.


Os pesquisadores Tanguy Bertrand e François Forget, da Universidade de Paris simularam como o gelo depositado na superfície de Plutão evolui e é moldado nos últimos 50 mil anos. O modelo ajudou a explicar algumas das observações feitas pela sonda New Horizons sobre o minúsculo mundo gelado de Plutão.


Abaixo do gelo, na Sputnik Planum, está uma bacia muito profunda. A pressão atmosférica na base é maior do que no terreno ao redor da bacia, que significa que o nitrogênio irá condensar até a atmosfera a temperaturas elevadas. Isso facilita o depósito de nitrogênio, misturado com monóxido de carbono e gelo de metano, es
culpindo a parte inferior da bacia.


“Por causa disso, a cratera é uma câmara fria”, disse Bertrand. Esse efeito é ocasionado pelas temperaturas frias no fundo da bacia, o que faz o gelo esfriar rapidamente, condensando ainda mais nitrogênio na atmosfera. 


Em um paper publicado hoje na Nature, Bertrand e Forget dizem que seus modelos também predizem o aumento na pressão atmosférica em Plutão nos últimos 30 anos, bem como a formação de uma camada brilhante de metano congelado nos polos durante o inverno.


Aqueles polos ficarão menos brilhantes nas próximas décadas ou então conforme a primavera chega o hemisfério norte do planeta, disse Bertrand.“É um pouco similar com a Terra, por que, por exemplo, na primavera, no hemisfério norte, você tem o gelo cobrindo o Oceano Ártico. Em Plutão, acontece o mesmo; você tem o gelo de metano cobrindo o hemisfério norte durante o inverno e esse gelo pode derreter na primavera,” disse ele.“Em Plutão que as estações são realmente longas; um ano em Plutão são 246 anos terrestres. Então uma estação lá leva décadas para terminar.”


Ao contrário das calotas polares, a geleira Sputnik Planum não vai a lugar algum. Ela é grande o suficiente para ignorar as alterações sazonais que afetam o fino gelo de metano em Plutão. A geleira flui lentamente para fora e se contrai, cerca de 1 km ao longo de um ano de Plutão. Mas isso a longo prazo se mostra bem estável.


“Durante um ano de Plutão (248 terrestres), pode ser sublimado um metro de nitrogênio em uma parte da geleira. Depois, esse um metro se condensa em outra parte da geleira. Isso não é nada comparado ao grande acúmulo de gelo que você tem aqui,” disse Bertrand, “então a geleira é realmente permanente”.


Fonte: http://www.astronomy.com/news/2016/09/mathematical-model-explains-plutos-frozen-heart

[Tradução@difurlan1]

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