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Estrela anã branca acorda de seu sono e explode violentamente



Astrônomos poloneses viram uma estrela dormente explodir em um show espetacular. 

Uma estrela binária tem uma companheira anã branca que está deixando esse relacionamento um tanto explosivo. A gravidade da anã branca está fazendo com que sua companheira libere lentamente sua massa em um fluxo de hidrogênio até a superfície da anã.

Como se estivesse em um ciclo, a anã branca brilha. Passa um tempo, escurece e logo desperta em uma Nova, uma explosão nuclear em sua superfície, fazendo com que a anã branca brilhe intensamente. Enquanto isso a companheira continua sendo “roubada” pela forte gravidade da anã. O processo vai ficando lento e, de repente, começa de novo.

---- Dois conceitos (Nova e Anã Branca)
1) O termo Nova é utilizado para descrever o evento que “liga” uma estrela. São sequencias de fortes explosões, onde a estrela está equilibrando as forças de reação nuclear, que expelem a matéria para os lados, com a gravidade, que faz com que o material se junte, comprima e esquente.

2) Uma anã branca é uma estrela do porte de nosso Sol, por exemplo, que já morreu. Aliás, nosso Sol irá se tornar uma anã branca em mais 5 bilhões de anos.
----Voltando ao texto

O time de cientistas poloneses observou esse comportamento em uma estrela chamada V1213 Cen, usando dados de 2003 até 2016 do OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment, ou Experimento com Lente Gravitacional), gerenciado pela Universidade de Varsóvia. Essa é a primeira vez que cientistas conseguem medir as mudanças na quantidade de massa que a companheira envia para a anã branca antes, durante e depois de uma Nova, disse Przemek Mróz, da Universidade de Varsóvia, que foi quem analisou e interpretou os dados, agora publicados em um paper na revista Nature.

Michael Shara, Curador do departmento de Astrofísica para o Museu Americano de História Natural, na cidade de Nova York e seu colega propuseram há 30 anos esse cenário que leva a anã branca explodir em uma Nova e voltar a hibernar. 

A anã branca passa pela fase em que cintila periodicamente, como também a fase em que passa por Nova, em um brilho extremo. Aqui temos fases diferentes para o mesmo objeto. Michael ficou impressionado ao ver as observações de Mroz servirem de evidência para a questão.

“Nós estamos olhando este cenário como se fossem ovos de lagartas que viram borboletas e borboletas voltando aos ovos”, disse ele. “[Análise de Mroz] Isso foi uma demonstração clara que você pode verificar esses tipos de transformações em um sistema para outro”.

Shara apontou outro importante aspecto ainda a ser observado nesses sistemas que sofrem esse tipo de cataclisma, onde a estrela companheira para completamente de transferir sua massa para outra.




[Tradução e adaptação: @difurlan1]

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